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PDV News - Ponto de Venda com Ponto de Vista | 22 Nov, 2017

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Pesquisa: menores visitas aos Pontos de Venda é a causa da desaceleração do consumo no Brasil em 2012 - PDV News

Pesquisa: menores visitas aos Pontos de Venda é a causa da desaceleração do consumo no Brasil em 2012

Estudo da Kantar Worldpanel aponta que o último trimestre do ano e as festas não contribuíram para alavancar o consumo como esperado

O consumo familiar, o principal propulsor do consumo desde 2009, desacelerou sua trajetória de crescimento. A constatação é do estudo Consumer Insights 2012, da Kantar Worldpanel.

As famílias reduziram o número de visitas aos pontos de venda e as compras de bens de consumo não duráveis para abastecimento do lar e isso refletiu diretamente em um ano de retração do crescimento do país em unidades compradas.

O pé no freio no consumo familiar, ao lado de fatores como a crise econômica europeia, crescimento tímido no setor de serviços e importações crescendo mais do que as exportações foram as causas do crescimento do PIB muito abaixo das expectativas. Os setores com melhor desempenho foram aqueles que tiveram reflexo direto de incentivos do governo, como veículos (carros e motos) e materiais de construção.

Apesar do valor investido na compra de bens de consumo não duráveis (que contempla as cestas de alimentos, bebidas, higiene e beleza) ter marcado um crescimento de 5% em 2012, comparado ao ano anterior, em número de unidades o período registrou queda de 1%. Nota-se que o ano começou com crescimento de 7% tanto em unidades compradas quanto em valor desembolsado no primeiro trimestre, contudo os meses seguintes não sustentaram os mesmos resultados, conforme gráfico abaixo:

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Obs: números representam a % de variação do consumo em relação ao mesmo período do ano anterior (Fonte: Kantar Worldpanel).

Classes mais baixas com maior fôlego para o consumo

Conforme a Kantar Worldpanel já tem apontado em seus estudos apresentados trimestralmente, as classes D e E foram as que mais contribuíram para o consumo de bens não duráveis no país em 2012. Enquanto as classes A, B e C puxaram para baixo o número de itens adquiridos e tiveram um tímido crescimento no valor desembolsado, as classes D e E marcaram evolução em ambos. Os números da tabela abaixo comparam os resultados de 2012 com o ano anterior:

Classes AB C DE
Unidades – 4% – 4% + 3%
Valor + 5% + 4% + 9%

As classes D e E também passam a ter mais acesso ao crédito. A porcentagem de compradores que utilizaram o cartão de crédito como forma de pagamento em 2012 foi de 44%, representando a entrada de 1,3 milhão de lares utilizando esta forma de pagamento.  “O maior acesso ao crédito é uma realidade em todas as classes, em 2012 a oferta de crédito representou 54% do PIB brasileiro”, conta Christine Pereira, diretora comercial da Kantar Worldpanel no Brasil.

Estas classes, apesar do menor poder aquisitivo, começam a consumir produtos de maior valor agregado. Ao observarmos os cinco itens que mais cresceram no carrinho de compras das classes D e E, encontramos: detergente líquido para roupa, bolo pronto, suco pronto, leite aromatizado e antisséptico bucal.

Para atender essa demanda das classes mais populares, o estudo da Kantar Worldpanel observou o uso das embalagens dos produtos como ferramenta para o acesso desse público. Foram quatro formatos diferenciados que apresentaram percentuais elevados de crescimento de penetração: Embalagens econômicas, que cresceram 30% (ex.: cereais matinais), promoções mais por menos, que cresceram 42% (ex.: papel higiênico), Monoporções, que cresceram 36% (ex.: bolos prontos) e refis sustentáveis, que é uma nova categoria monitorada (ex.: sabonete líquido).

Menos visitas aos pontos de venda e novas escolhas

O número de idas ao ponto de venda pelo comprador teve uma redução de 9 visitas durante o ano. Apesar de a desaceleração do consumo em 2012 ser uma consequência disso, o estudo destaca uma migração para dois formatos de varejo: Em busca de preços melhores, o valor gasto em compras no atacado cresceu 26%, e a busca por tempo e praticidade fez com que o valor gasto nos supermercados de vizinhança cresça 5%. O atacado já é uma das opções de compra de 12,4 milhões de lares brasileiros.

Último trimestre e festas de fim de ano decepcionam

Historicamente, em grande parte devido às festas de fim de ano, o último trimestre de um ano sempre marca uma aceleração do consumo. Contudo, em 2012, o brasileiro não tirou o pé do freio para as compras. O que aconteceu foi o registro de uma queda em quantidade mas priorizando a sofisticação dos produtos, o que a Kantar Worldpanel classifica como não-básicos.

O valor desembolsado apenas nos últimos três meses marcou um crescimento de 6% nas classes A e B, 4% na classe C e 11% na D e E, o que comprova o interesse das camadas mais populares em trazer produtos de maior valor agregado para o seu carrinho de compras.

“2012 foi marcado por essa sofisticação da cesta de compras, principalmente nas classes D e E. Com isso, podemos concluir que o brasileiro, para não abrir mão dessa conquista e com bolso mais comprometido, optou por ir menos às compras optando por embalagens maiores ou mais econômicos de itens com valor agregado que já tem espaço garantido em sua despensa”, finaliza Christine Pereira.

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