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PDV News - Ponto de Venda com Ponto de Vista | 22 Aug, 2018

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Hooters turbina negócios no Brasil - PDV News

Hooters turbina negócios no Brasil

Loja brasileira da rede norte-americana atinge o 9º maior faturamento no mundo e sócios assinam contrato para abrir 12 novas lojas até 2017.

Esqueça as garçonetes com corpos esculturais, vestindo micro shorts laranja e camisetas brancas do Hooters. Não é que elas não estejam mais lá, mas as beldades estão deixando de ser a alavanca para o crescimento da rede de restaurante – no Brasil e no mundo.

O principal atrativo da rede até hoje eram as belas mulheres com seus trajes diminutos. Tanto que a maior parte do público era (e continua sendo) de homens, no Brasil, são 65% de homens e 35% de mulheres. Mas para crescer mais por aqui, os sócios Marcel Gholmieh eBruno Laporta sabem que precisam ampliar a gama de frequentadores. Por isso, decidiram apostar em dois novos pilares: família e esportes.

O plano começou a ser colocado em prática em 2010 quando os dois sócios compraram a licença no país. E tem dado certo. Dois anos depois, o restaurante brasileiro tornou-se o nono maior em faturamento do mundo e o terceiro maior fora dos Estados Unidos. Mundialmente, o Hooters possui 430 lojas, em 28 países. Foram R$ 8 milhões de faturamento em 2011, com projeção de fechar 2012 com R$ 12 milhões em receita.

O primeiro passo da mudança foi a revisão do cardápio. Foi preciso muita lábia para convencer a matriz a “tropicalizar” 30% de tudo. Além dos clássicos da casa, entraram as tradicionais caipirinhas brasileiras, pastéis, cortes de carnes, massas e peixes. A ideia era manter o finger food e incluir refeições.

O passo seguinte foi atrair as famílias. O menu especial para as crianças e o espaço kids ajudaram. Após a consolidação do restaurante na Vila Olímpia (sede de grandes empresas em São Paulo, SP), a segunda loja de Gholmieh e Laporta acaba de ser inaugurada no bairro da Mooca, na Zona Leste da capital paulista, um investimento de R$ 2 milhões.

“Fomos a primeira loja no mundo a criar o espaço kids. Com isso, aos fins de semana, recebemos várias famílias com os filhos. E as crianças adoram quando as meninas param para dançar”, diz Gholmieh, em referência às coreografias feitas de hora em hora pelas garçonetes, que agora encantam tanto os marmanjos quanto os pequenos. Elas, inclusive, são treinadas a, ao atender uma família, se dirigirem primeiro à mulher, aos filhos e, por último, ao marido. Tudo para conquistar e manter calmas eventuais clientes ciumentas.

Além de “mais familiar”, os donos fizeram questão de reposicionar o Hooters como a “casa do esporte”. Assim, passaram a ser importantes fontes de receita, noites com o UFC, o Super Bowl, o GP de Fórmula 1 e os clássicos do futebol. Na final do Super Bowl, por exemplo, o Hooters promoveu um evento fechado, no qual os clientes compravam uma camisa que funcionava como entrada.

O crescimento da rede no país foi visto com bons olhos pela Chanticleer, grupo que detém e opera a marca Hooters em mercados emergentes, e por seu CEO, Mike Pruitt. Coincidências do mercado, a mesma estratégia (localização de cardápios, foco no esporte e na família) passou a ser adotada por toda a rede logo após a aquisição do Hooters, em janeiro de 2011, por um grupo de investidores de capital privado. A Chanticleer manteve sua fatia na empresa e o controle da marca, mas promoveu uma forte profissionalização no grupo. “Sem querer, chegamos antes e servimos como uma espécie de laboratório para a matriz”, conta Gholmieh.

Os resultados brasileiros passaram a chamar atenção. Números à parte, até o concurso mundial de beleza das garotas-Hooters foi vencido por uma brasileira, Ivy Giorge de Souza, de 30 anos.

Em entrevista à Bloomberg, em junho deste ano, Pruitt destacou o papel do Brasil no plano de expansão da rede fora dos Estados Unidos, ressaltando a unidade prevista para o Rio de Janeiro, no meio do ano que vem.

O contrato de Gholmieh e Laporta com os americanos prevê 12 novas lojas brasileiras até 2017. Além da unidade prevista para junho na Barra da Tijuca, no Rio, será inaugurado em 2013 o Hooters ABC, em Santo André (SP). No plano de expansão, estão mais duas unidades, uma no Espírito Santo e outra em Minas Gerais – estas em parceria com a Chanticleer Holding.A ideia é abrir ao menos duas novas unidades por ano, mas as metas podem ser aceleradas caso os resultados apareçam antes. “No Rio de Janeiro, por exemplo, talvez caibam duas ou até três lojas. A dificuldade no Brasil está mais relacionada ao tamanho, à localização dos pontos e ao custo da operação”, diz Gholmieh.

E se o objetivo é fazer sombra aos concorrentes no país, é bom correr. O Outback está em 11 estados brasileiros e, segundo a empresa, chegará a 41 unidades até dezembro em 2012. O Applebee’s, conta com 13 restaurantes. Eles incomodam? “Eles praticamente criaram a categoria aqui. Só temos que agradecer”, afirma Gholmieh, como quem leva a competição na esportiva.

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