Image Image Image Image Image Image Image Image Image Image

PDV News - Ponto de Venda com Ponto de Vista | 24 Nov, 2017

Scroll to top

Top

0

Consumidores portugueses privilegiam lojas mais próximas - PDV News

Consumidores portugueses privilegiam lojas mais próximas

Os consumidores portugueses estão cada vez mais “profissionalizados” no ato de compra. Procuram conveniência e proximidade e as compras são cada vez mais organizadas e planeadas. Esta é principal conclusão do estudo GfK Shopper Experience, que permite compreender o processo e experiência de compra e as decisões dos compradores em loja.

Gastar menos é decisivo, mas já não é o único comportamento do comprador em tempos de crise – os padrões alteraram-se em várias dimensões e constrói-se um novo padrão de consumo e um ‘novo normal’.

No momento de escolherem as lojas para as suas compras, os portugueses optam cada vez mais por lojas próximas das suas rotinas diárias. Segundo o estudo GfK.Shopper Experience, a mobilidade é já um fator muito importante para as compras de grande consumo: 72 por cento dos consumidores escolhem a loja pela proximidade e conveniência, sendo que em 2009 este fator pesava 60 por cento (anterior vaga do estudo incidindo no canal distribuição moderna).

O comportamento de mobilidade também tem vindo a ganhar expressão: em uma pesquisa de estudo da GfK, que continua a monitorizar os comportamentos de compra dos consumidores em loja, 20 por cento dos “shoppers” deslocaram-se a pé até à loja (em 2009 este valor era de 12 por cento).

Outro indicador deste comportamento é também visível ao nível do raio geográfico de compra: quase metade das compras (45 por cento) são efetuadas em lojas num raio de 5 minutos de distância entre a loja e a casa e 76 por cento fazem compras num local até 10 minutos da loja, análises que corroboram as alterações de comportamentos que têm vindo a ganhar expressão, como maior número de ocasiões de compra e redução da cesta média por ato de compra. Fica a reflexão se, no caso dos portugueses, a cultura tradicional e a grande parte da população em faixas etárias mais elevadas talvez influenciem em condições físicas e de locais, de maneira que a localização de lojas seja fator de compra com grande poder decisão.

A otimização do processo de compra é também visível na elaboração de listas de compras, mesmo que seja uma lista “mental”: se, em 2009, 60 por cento dos shoppers elaborava uma lista, este valor foi de 71 por cento em 2012. Sabe-se, até certo ponto, que as listas de compra são uma forma de organização e planejamento do consumidor para com o ato da compra. Claro que a elaboração é feita por parte dos consumidores MAS, em contrapartida, os varejistas tem suas armas: as promoções e ações de em ponto de venda. Logo, a tentação proposta aos olhos dos consumidores, no momento da compra, é logo aguçada com o intuito de faze-lo levar mais produtos do que se esperava. E sim, atinge percentuais bem significativos, diga-se de passagem.

Os resultados desta vaga do estudo GfK.Shopper Experience revelaram também que o tempo em loja é menor do que no passado (de uma média de 43 minutos em 2009 passou para 34 minutos em 2012), consequência não só da cesta média de compras, mas também de um maior planeamento das categorias que se pretende adquirir, assim como da optimização do percurso em loja: em média, à entrada de loja são planeadas 4 categorias e é efetivada a compra de 7 categorias, para uma visita média de 9 secções por cada ida a uma loja.

As categorias que lideram o índice de planeamento e também a compra efetiva centram-se na padaria, frescos (fruta e legumes) e lacticínios (leite e iogurtes). Os snacks doces (chocolates, rebuçados, pastilhas, drops…) são as categorias com maior índice de compra por impulso (categorias não planeadas e com compra efetiva). Lembra-se daquelas guloseimas próximas aos caixas? Pois bem, lá estão elas estrategicamente posicionadas.

Outro indicador que revela o GfK.Shopper Experience são os comportamentos em linear face à ruptura do produto pretendido e/ou habitual: se em 2009 a maioria dos shoppers ia a outra loja comprar o produto pretendido, atualmente quase metade dos “shoppers” compra no momento outro produto e/ou outra marca.

Além do preço, como um dos fatores que continua cada vez mais importante na escolha dos produtos, as promoções em loja continuam a ganhar terreno e índices de preferência (principalmente as promoções em linear e descontos imediatos), mas também os descontos e/ou promoções que são garantidos a posteriori (em talão ou cartão). Perante este comportamento “novo normal”, o ponto de venda continua a ser fortemente decisivo na tomada de decisão. Afinal, agradar a jovens e velhos é de especialidade desta ação mercadológica, que reúne, simultaneamente três decisivos: produto, consumidor e forma de pagamento.

Por Nathalia Gastaldo, redatora e pesquisadora de conteúdo especializada em ações promocionais. 

Comentar