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PDV News - Ponto de Venda com Ponto de Vista | 22 Nov, 2017

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CONAR proíbe ações de Merchandising para crianças - PDV News

CONAR proíbe ações de Merchandising para crianças

Desde outubro do ano passado que a emissora SBT vem sendo motivo de polêmica contra sua principal atração, a novela Carrossel. O sucesso do programa infantil atraiu a atenção de publicitários que enxergaram entre os atores mirins a oportunidade de desenvolver merchandising durante as cenas da trama.

Porém, existem aqueles que acreditam na necessidade de ampliar a proteção a públicos vulneráveis – no caso as crianças, que podem ter maior dificuldade para identificar e interpretar manifestações publicitárias em conteúdos editoriais.

Para lidar com tantas polêmicas e regulamentar esse universo de ações nas mídias, o CONAR (Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária) se mantém como mediador desde o final da década de 70.

Segundo estabelecido pelo CONAR e anunciado por seu presidente Gilberto Leifert,  “o consumo é indispensável à vida das pessoas e entendemos a publicidade como parte essencial da educação. Privar crianças e adolescentes do acesso à publicidade é debilita-las, pois cidadãos responsáveis e consumidores conscientes dependem de informação”.

Passará a valer a partir do dia primeiro de março a proibição de qualquer merchandising em programas infantis, além de restringir atores mirins de citar marcas ou empresas na televisão. As ações serão todas restritas para intervalos comerciais.

Toda a iniciativa de “publicidade ética” trazida pelo CONAR,  inibirá empresas como Cacau Show, Giraffa’s e Nestlé do principal produto do SBT, a novela infantil.

Segundo uma ação contra ações mercadológicas dirigidas ao público infantil, “a criança é hipervulnerável. Ainda está em processo de desenvolvimento bio-físico e psíquico. Por isso, não possui a totalidade das habilidades necessárias para o desempenho de uma adequada interpretação crítica dos inúmeros apelos mercadológicos que lhe são especialmente dirigidos.” Se a medida tomada é justa ou injusta, fato é que a discussão sobre os limites da publicidade para o público infantil é uma tendência mundial. Há tempos que produtos alimentícios (especialmente os de baixos valores nutritivos) têm atraído atenções sobre os rígidos olhos do CONAR.

 

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