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PDV News - Ponto de Venda com Ponto de Vista | 27 Jun, 2017

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13 Tendências  para o Futuro do Varejo - PDV News

13 Tendências  para o Futuro do Varejo

“Que posso dizer com convicção é que o Varejo vai se tornar mais personalizado, colaborativo e socialmente influenciado num futuro muito breve.”

O Varejo passou por mudanças gigantescas ao longo dos últimos 10 anos e acredito que as mudanças mais fundamentais estão ao virar a esquina. Mais 5 anos, prevemos que os compradores terão de pagar para entrega em domicílio, os cartões de fidelidade baseados em pontos tradicionais vão se tornar uma coisa do passado, single players de varejo em grande parte deixarão de existir e lojas de checkout-less se tornarão uma realidade obrigatória.

Um tema chave em todas as 13 tendências do futuro do varejo é a necessidade de parcerias. Os varejistas estão finalmente começando a reconhecer os benefícios de trabalhar em conjunto tanto no que se diz a diferenciação e ao mesmo tempo proporcionar um melhor serviço para o cliente. Espero que mais varejistas unam forças nos próximos 5 anos, principalmente por meio de concessões instore ou pontos de retira de compras on-line.

– O Prazo como decisão de compra:

Quando se trata de cumprimento de pedidos on-line, nós acreditamos que existe uma crescente desconexão entre as expectativas de compradores e a capacidades do varejo. O estado competitivo do setor resultou em uma proliferação de serviços de entrega de varejo com prazos cada vez mais curtos. Como resultado, os clientes agora esperam uma entrega cada vez mais rápida, confiável e com baixo ou livre de custo. Esta é insustentável no meu Ponto de Vista, e estou começando a ver os primeiros sinais de rachaduras em todo sistema. Olhando para o futuro, espero que mais varejistas comecem a cobrar por serviços, como entrega em domicílio com custo baseado na compra, beneficiando as compras mais altas.

Compras com click e retire, continuaram a preencher uma lacuna entre o varejo on-line e off-line. As pesquisas mostram que metade dos compradores globais agora são influenciados pela capacidade de um varejista a oferecer pontos de recolha convenientes para compras online. Clique e retire já não são novidades, mas passam a ser obrigação do Varejo Online.

Olhando para o futuro, os varejistas devem seguir sua própria regra de ouro, colocando o cliente em primeiro lugar. Para muitos, isso vai exigir a colaboração com alguns parceiros não convencionais para melhorar a velocidade e qualidade de serviço, proporcionando opção adicional para os clientes. A chave será a parceria com correntes não concorrentes que compartilham uma sobreposição em dados demográficos do cliente, permitindo assim que o varejista se beneficiem do aumento footfall e satisfação cliente sem o risco de canibalização de vendas. É por esta razão que esperamos mais varejistas que competem em diferentes setores – por exemplo, moda e beleza – para unir forças em nome de fornecer um clique melhor e recolher serviço, ou seja cross-selling.

– Tecnologia no Varejo:

A loja do futuro será fortemente influenciada pela tecnologia. Espero que mais varejistas, especialmente os espaçosos, hipermercados com milhares de SKU’s para investir em capacidades de navegação instore. Além da oportunidade de entender melhor os hábitos de compras, usar esta tecnologia é incrivelmente poderosa, pois permite que o varejista se envolva com compradores momentos antes de fazer uma compra.

No futuro não muito distante, também esperamos que mais clientes paguem por itens através de seus smartphones. O lançamento da Apple Pay com certamente criou um buzz em torno dos pagamentos móveis, mas acredito que vai levar algum tempo antes do uso cliente usar com consciência. Na verdade, as pesquisas mostram que apenas 20% dos compradores em todo o mundo têm usado seus telefones celulares como uma forma de pagamento, no Brasil ainda é um passo ainda mais longo.

A preocupação sobre privacidade e segurança deve ser abordada para que os pagamentos móveis possam ser aceitos muito além desses primeiros locais que vemos hoje. Conveniência, facilidade de uso e proporção de benefícios tangíveis para o cliente são essenciais. Um exemplo, alguns varejistas estão testando lojas de checkout-less, permitindo que os compradores usem seus smartphones para digitalizar e pagar por itens que eles adicionaram em suas cestas.

Os varejistas também devem considerar os compradores fiéis, potencialmente ligando para programas de fidelização, como um incentivo para fazer pagamentos móveis. É por esta razão que acredito no sucesso a longo prazo de uma carteira móvel mais abrangente ao contrário dos pagamentos móveis como uma opção independente. Embora essas tecnologias possam ajudar os varejistas a se diferenciar do que atualmente existe, é importante ter em mente que isso também vai levar a maiores expectativas dos clientes e nos próximos cinco a 10 anos dessas tecnologias irá simplesmente tornar-se a regra, um caminho sem volta.

– Fidelizar o cliente será um jogo a parte:

Acredito fielmente que o fim está próximo de cartões de fidelidade baseado em pontos. O aumento da promiscuidade do cliente gera uma luta gigante pelo cliente fiel, e a transparência de preços teve um impacto negativo sobre programas de fidelização tradicionais. Dito isto, a noção de recompensar seus clientes mais fiéis, mais rentáveis nunca vai embora. O futuro vai girar em torno de personalização, digitalização e gamification. Gostaríamos também de encorajar os varejistas a olhar para regalias de valor agregado – em oposição aos produtos com título GRÁTIS. Indico a criação de checkouts VIP para clientes como o formato já fornecido e usado por bancos a tantos anos.

– Personalizando o PDV:

O Varejo deve estar preparado para entrar numa nova fase de personalização em massa. Historicamente, Picanha e Sal Grosso, o Trade Marketing têm se esforçado para replicar o nível de personalização que pode ser encontrado online. No entanto, os recentes avanços na tecnologia, significa que atacar, com ofertas em tempo real agora são uma realidade. Além do mais, a pesquisas mostram que 38% dos compradores globais querem optar por receber descontos relevantes quando estão no ato da compra, ou simplesmente dentro do Ponto de Venda. Esta combinação do entusiasmo do cliente e capacidade tecnológica significam que Picanha e Sal Grosso no Ponto de Venda podem ser coisas do passado, ou seja, o cross-selling ou cross-merchandising podem ser feito até no check-out.

– Materias de Merchandising 

O uso dos Materias para Merchandising se tornaram ao longo dos últimos 20 anos obrigatório no Ponto de Venda, gigantes do Varejo brigam em como chamar mais atenção no PDV, isso levou a dois pontos negativos, o uso sem propósito de alguns materiais, onde não se sabe pra que serve ou como se usa, um exemplo básico é colocar uma comunicação de Ação Promocional num móbile aéreo por exemplo, onde deveria somente indicar a posição do produto ou categoria dentro do Ponto de Venda, agora tenta comunicar algo que ninguém vai ler, outro ponto negativo é a falta de política de uso tanto da industria, quanto do varejo, afinal você primeiro deixa o dono da casa escolher a decoração, depois dá seu palpite. Falta organização, com isso se perde performance e consequentemente, sellout.
A briga por preço na industria do Merchandising leva ao surgimento de novatos a todo o instante, deixando o mercado pouco profissional, fato visto em diversas reuniões com clientes que eram apresentados mais de 15 empresas para a concorrência, onde se levam em conta na grande maioria das vezes somente o preço e não qualidade e expertise.

Avanço e evolução do Trade Marketing:

Esse é um assunto pro meu próximo texto…………….

Abaixo um resumo das 13 Tendências para Futuro do Varejo:

1. Menos produto exposto, com mais impacto;

2. Trabalhar em parceria para se destacar;

3. Experiência de compra e lojas mais convenientes;

4. Personalização do PDV para alcançar novos objetivos;

5. O fim dos cartões de fidelidade;

6. O poder dos Materiais de Merchandising no Ponto de Venda;

7. Rastreamento do cliente para conveniencia de compra;

8. A chegada definitiva da cobrança de frete;

9. Compre online e retire num Ponto de Venda;

10. Negociando o clique para não-click;

11. Utilização de métodos de pagamento online consagrados no Ponto de Venda real;

12. O Ponto de Venda itinerante, Food Truck é só o começo;

13. A evolução do Trade Marketing.

Por: Renato Santhinon, especialista em Trade Marketing, contato renato@tradepro.com.br